sábado, 30 de janeiro de 2010

Algumas sugestões de podcast

Alguns twitters atrás o brother @rafanunes pediu algumas sugestões de podcast. Rapidamente eu enviei através do twitter algumas sugestões de podcast que acompanho. Sabiamente, por estar antenada e sempre ponderando em como tirar o melhor proveito do twitter, a @yarasenger me alertou sobre a volatilidade do twitter e recomendou-me documentar as sugestões num post no blog. Ela citou que as mensagens no twitter podem se perder rapidamente dentro dos vários posts que uma pessoa recebe quando acompanha várias outras pessoas ou quando acessa com pouca freqüência o twitter. Então, aqui estão as sugestões que indiquei para o brother:

  • twit.tv - Leo Laporte and friends: Este cara tem vários podcasts com notícias e comentários sobre segurança e tecnologia. Muito bom para desenvolver o ouvido para o inglês. As várias discussões usam o inglês na velocidade normal. Além de ajudar a se manter atualizado, nos ajuda a ter outros pontos de vista sobre a tecnologia com uma visão crítica.

  • Buzz Out Loud: Este podcast segue a linha do Leo Laporte. Tenho acompanhado este podcast a mais de 4 anos. Os primeiros episódios tinham um inglês numa velocidade moderada, agora são 3 pessoas discutindo tecnologia e as últimas novidades numa velocidade impressionante. Uma pessoa sempre interrompendo outra e comentando as notícias recentes. Eles publicam um episódio novo quase que diariamente. Considero um nível avançado. Muito bom! Já estão com mais de 1000 episódios gravados. Agora estão disponibilizando videocasts gravados com o vídeo gravado durante a realização dos episódios.

  • Java Posse: São caras da Microsoft, Java e google falando de tudo sobre estas plataformas. Cada um tentando puxar a sardinha pro seu lado. Muito legal ...

  • BBC podcasts: São podcasts dos mais variados assuntos, que vão desde tecnologia até música, atualidades e política internacional.

  • World Nerds: Discutem sobre a origem das palavras em inglês e o uso em diversos contextos. Além das diferenças entre o inglês britânico e americano (não apenas pronuncia, mas significados principalmente). Contudo, este podcast está um pouco parado.

  • ELSPOD - English as a Second Language Podcast: Muito bom para desenvolver o ouvido pro inglês. Numa velocidade menor, assuntos sobre atualidades e cultura norte america são apresentados neste podcast. Por curiosidade, o narrador deste podcast foi o ator na serie Star War que interpretou o Chewbaca (bicho peludo que acompanhava o Han Solo - Harrison Ford).

  • Maestro Billy: Episódios semanais com uma compilação de várias músicas. Muito bom para saber o que anda rolando nas rádios e pistas.

  • VOANews Learning English: Muito bom para desenvolver o ouvido para o inglês. São narrações de textos, com direito a transcrição no site, de atualidades, história america, curiosidades, política, etc. Sempre num inglês claro, sem gírias, 1/3 da velocidade normal dos diálogos. Mas também tem uma rádio online, em velocidade normal de conversação, parecida com a CBN.

Acompanho todos estes podcasts através de configuração no Google Reader. Dá para rodar o áudio sem acessar o site de cada podcast, além de saber quando algum episódio novo está disponível.

Caso tenha outras sugestões para complementar o portifólio apresentado, não deixe de escrever nos comentários. Seria muito bom estar atualizado com sugestões.

[]'s
Spock

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EJB 3: Uma evolução sob os conceitos do Hibernate e Spring

Definitivamente o modelo de componentização definido no Java EE 5 e 6 evoluiu e melhorou muito. Mas, sem dúvida muita dessa evolução se deve às pressões do Hibernate e Spring Framework. Estes dois últimos frameworks nasceram baseados no conceito de POJO, que nada mais é do que a concepção de um modelo de componentização baseado em classes Java sem as regras impostas pelo EJB (curioso, sem o EJB não existiria o Hibernate ou o Spring).

O Hibernate nasceu da idéia de promover um modelo de persistência mais simples que o proposto pelos EJBs do tipo Entity Beans definido na especificação EJB 2.x. Este foi o primeiro tipo de EJB a sofrer com a evasão de desenvolvedores com o surgimento deste framework e a conscientização sobre os problemas nos Entity Beans. A partir de um modelo baseado em JavaBeans e o uso do JDBC, o Hibernate usa a Reflection API para gerar os SQLs necessários para persistir o estado de beans em diversos banco de dados relacionais, além de definir o conceito de dialeto para resolver as diferenças de sintaxe do SQL usado entre as diferentes implementações de banco de dados. Ao resolver efetivamente a persistência dos objetos em banco de dados relacional, a morte dos entity beans estava decretada. Não foi atoa que no Java EE 5, numa tentativa de resgatar um padrão efetivo entre os desenvolvedores, surgiu o JPA usando os mesmos conceitos do Hibernate e promovendo uma API padrão com base em vários dos seus conceitos. A morte oficial dos entity beans no EJB!

Já o Spring Framework nasceu para combater os problemas resultantes das idéias usadas nas definições de outro tipo fundamental de componente do modelo proposto pelos EJBs: os Session Beans. Usando a mesma proposta do Hibernate, o Spring Framework adotou o JavaBean como modelo de componentização aliado aos serviços enterprise com o auxílio da programação orientada a aspectos (AOP). Assim, o Spring Framework decretou a morte dos EJBs do tipo Session Beans.

O Java EE 5, apesar de manter compatibilidade com as versões anteriores, aplica os mesmos conceitos usados pelo Hibernate e Spring Framework (JavaBeans e injeção de dependências, por exemplo), numa tentativa de evitar o êxodo de desenvolvedores da padronização. Dando o braço a torcer, o EJB 3 aplica um modelo baseado em POJOs (que ironia!) até eliminar a obrigatoriedade das interfaces home, remota e local (favorecendo uma modelagem OO efetiva, uso de herança, polimorfismo, design patterns e interfaces de negócios). Contudo, o Java EE 5 trouxe uma novidade que impôs uma evolução nos frameworks que foram os seus carrascos: O uso de anotações para eliminar configurações em XML. Poderíamos dizer que o EJB 3 não é uma mera cópia dos conceitos usados no Hibernate e Spring, mas também traz uma inovação ao fazer copy/paste/modify. Curioso foi ver que o Hibernate e o Spring foram obrigados a evoluir.

Contudo, podemos notar que o EJB 3.0 deixou de fora muitas das melhorias já presentes no Hibernate/Spring. No JPA 1.0 podemos notar a falta do mecanismo de "Criteria" e no EJB a falta de uma modularização mais flexível além dos tradicionais JAR, WAR e EAR. Tanto que agora no EJB 3.1 e JPA 2.0, várias melhorias tentam eliminar as deficiências reclamadas pela comunidade que já não existiam em versões antigas do Hibernate e Spring Framework.

Muitos se questionam hoje se deveriam usar o Hibernate e o Spring considerando as evoluções do EJB 3 e JPA estabelecidas pelo Java EE 5 e 6. Acredito que pela simplicidade e padronização proporcionados no Java EE deveríamos usar o EJB e JPA. Mas, considerando as limitações deveríamos levar em consideração o uso do Hibernate e do Spring Framework. Apesar de não serem frameworks padrões, e por isso mesmo, não estão limitados às imposições políticas de vários interesses, estes frameworks têm a liberdade de evoluir e experimentar idéias inviáveis até o momento no Java EE, além de propiciar a integração com outros frameworks que também não são padrões e são legados ainda em uso pela comunidade (por exemplo: Struts, iText, Quartz, etc). Muitos conhecem as vantagens de usar o Hibernate diretamente em detrimento das limitações do JPA. No Spring temos a modularização através de OSGi e o uso pleno do AOP como parte da modelagem dos componentes de negócios das aplicações enterprise.

Apesar das melhorias amplamente comentadas no Java EE 6 através do EJB 3.1 e JPA 2.0, ainda é evidente muitas das vantagens do uso direto do Hibernate e do Spring Framework.

domingo, 8 de novembro de 2009

Melhorando Performance de JPA com Spring Web Flow

No TDC2009 realizado pela Globalcode em São Paulo eu apresentei um Lightning Talk sobre um problema específico de performance em aplicações Web com JPA e uma possível solução usando o Spring Web Flow.

Num período de 15 minutos, os slides a seguir foram apresentados e seguidos de alguns vídeos de demonstração de uma aplicação Web em execução.

Nesta apresentação foi dito que temos encontrado problemas de performance em aplicações Web que utilizam as tecnologias JSF + JPA + Ajax quando precisamos gerenciar um contexto de persistência (EntityManager). Este problemas se manifestam quando aplicamos uma resposta errada para a pergunta: Como gerenciar o contexto de persistência numa aplicação Web?

Se as aplicações não usam Ajax e limitam-se ao modelo orientado a requisições, a solução mais comum é o uso do design pattern chamado "Open Session In View Filter". Através deste design pattern, um contexto de persistência novo é aberto no início de uma requisição Web através de um filtro e fechado ao final desta requisição pelo mesmo filtro. Durante o processamento da requisição, as entidades persistente carregadas não geram erros (LazyInitializationException, por exemplo) porque o contexto de persistência ainda esta aberto. Mas se estas entidades são armazenadas no escopo de sessão, muitos erros podem acontecer quando estes objetos são usados numa outra requisição. Para resolver estes erros, muitos desenvolvedores utilizam o artifício de navegar nas associações, ou reinserir (merge) as entidades no novo contexto de persistência ou recarregar/salvar várias vezes estas entidades. Estas implementações degradam consideravelmente a performance da aplicação, além de inviabilizar o uso efetivo de cache de objetos, normalmente encontrado nas implementações de JPA.

O problema de performance é agravado quando a aplicação usa intensamente o modelo orientado a eventos. Este modelo é a tendência natural dos sistemas Web 2.0, principalmente pela mudança de paradigma de desenvolvimento Web proporcionado pelo JSF e Ajax. Ao longo de uma sessão de uso da aplicação e acesso às telas, muitas requisições assíncronas são enviadas para a aplicação no lado do servidor. A cada requisição, um novo contexto de persistência é aberto e fechado se o design pattern sugerido anteriormente é aplicado. Portanto, a resposta para a primeira pergunta não é o uso deste design pattern e muito menos os "workarounds" para os efeitos colaterais resultantes do uso deste padrão no novo modelo orientado a eventos.

Uma solução proposta e aplicada na prática está baseada no uso do conceito de escopo de conversação. Um escopo numa aplicação web define uma visibilidade e um tempo de vida dos objetos armazenados no servidor. Atualmente, um contâiner Web implementa os escopos de página, requisição, sessão e aplicação. O JSF 1.2 usa estes mesmos escopos e o JSF 2.0 adiciona os escopos View e Custom (que permite a criação de novos escopos). Já o Spring Framework disponibiliza os escopos singleton, prototype, request e session. Contudo, nenhum destes escopos tem a visibilidade por usuário e, ao mesmo tempo, o tempo de vida entre uma requisição e uma sessão como requerido pelo escopo de conversação. Mas, os frameworks Spring Web Flow, Seam Framework e Apache MyFaces Orchestra implementam este escopo e permitem o gerenciamento automático de um contexto de persistência neste escopo.

Então, uma solução efetiva para os problemas de performance e erros numa aplicação que usa JPA e o modelo orientado a eventos é o uso do escopo de conversação implementado por um dos frameworks sugeridos. Na aplicação web a ser demonstrada foi escolhido o Spring Web Flow por ser um dos produtos do Spring Portifolio, utilizar as mesmas boas práticas do Spring Framework, ter um baixo risco de se tornar um produto descontinuado e ser fácil de integrar numa arquitetura já baseada no Spring Framework + JSF + JPA.

O uso do Spring Web Flow (SWF) permitiu o fim dos erros de LazyInitializationException, o uso efetivo de cache das entidades persistentes, redução da quantidade de objetos na sessão, suporte a paginação, filtro e ordenação já na camada de apresentação com uma forte integração com o mecanismo de persistência JPA. Contudo, o SWF na versão atual (v.2) ainda requer o uso de XML para determinar quando uma conversação é iniciada e quando será destruída. Além de ser necessário realizar um "merge" das entidades ao final da conversação para atualizar na base de dados as possíveis alterações em memória.

Os vídeos de demonstração a seguir ilustram o funcionamento da uma aplicação web realizada através de uma implementação de referência que usa Spring Framework 2.5, JSF 1.2, JPA 1.0, Richfaces 3.3, Facelets 1.1.15, Spring Web Flow 2.0, Hibernate (JPA Provider) e MySQL 5.0.

TDC2009 Video Demo 1


TDC2009 Video Demo 2


TDC2009 Video Demo 3


Este último vídeo demonstra o poder do Lazy Loading a medida que os painéis são abertos e fechados. Como o contexto de persistência permanece disponível durante o período do escopo de conversação aberto, tornou-se possível carregar da base de dados somente alguns objetos e depois os outros objetos a medida que os painéis são expandidos. Os logs apresentados através do NetBeans neste vídeo ilustram a carga sob demanda dos objetos. Também ilustra o uso do cache nos objetos já carregados quando painéis que já foram expandidos são abertos novamente. Neste caso, nenhum log de consulta ao banco de dados aparece no NetBeans.

O TDC2009 em São Paulo foi fantástico!
By Spock

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Uma breve história do Java

sábado, 22 de agosto de 2009

Hello Arduino World: Parte 3

Na segunda parte deste tutorial mostrei o uso de 6 LEDs ligados ao Arduino e o programa necessário para acender e apagar em sequência estes LEDs. Depois o exemplo foi evoluído para receber um sinal digital de uma chave para controlar a direção ao apagar e acender os LEDs. Agora vamos à terceira parte do exemplo "Hello Arduino World".

Nesta terceira parte vou evoluir o programa usado para controlar a velocidade que os LEDs acendem e apagam ao fazer a leitura de uma informação analógica vindo de um potenciômetro (resistor com resistência variável a partir de um botão). Para mudar a velocidade, o potenciômentro será ligado a uma porta de entrada analógica para receber um tensão variável de 0 a 5 volts que resultará num valor inteiro entre 0 e 1023 no programa rodando no Arduino.

O potenciômetro tem 3 pinos, onde a resistência entre um dos pinos da borda e o pino central varia de 0 ohm ao máximo possível (10k ohms para o potenciômetro usado neste tutorial). Ao aplicar 5 volts num dos pinos da borda (fio vermelho) e 0 volt ao outro pino da borda (fio preto), teremos uma voltagem variável no pino central. Este pino central (fio laranja) é ligado à entrada analógica 0 do Arduino.
#define QTD_LEDS 6
#define portaChave 8
#define portaPot 0

int porta[QTD_LEDS] = {2,3,4,5,6,7};
int pausa = 500;

void setup() {
for(int i = 0;i < QTD_LEDS; i++) {
pinMode(porta[i],OUTPUT);
}
pinMode(portaChave,INPUT);
}

void loop() {
pausa = analogRead(portaPot);
if (digitalRead(portaChave) == HIGH) {
for(int i = 0;i < QTD_LEDS; i++) {
digitalWrite(porta[i], HIGH);
delay(pausa);
digitalWrite(porta[i], LOW);
}
} else {
for(int i = QTD_LEDS - 1;i >= 0; i--) {
digitalWrite(porta[i], HIGH);
delay(pausa);
digitalWrite(porta[i], LOW);
}
}
}

O programa acima, a ser instalado no Arduino, define uma constante com o nome portaPot com o valor 0. Este valor indica a porta analógica a qual está ligado o portenciômetro. Como as portas analógicas sempre são para entrada de um sinal analógico, não é necessário adicionar uma linha de configuração dentro da função "setup()". Mas, na primeira linha da função "loop()" é usada a função "analogRead()" para ler o valor atual na porta analógica indicada pela constante "portaPot". Esta função retornará um valor inteiro entre 0 e 1023 de acordo a tensão aplicada na porta analógica (entre 0 e 5 volts). Este valor é armazenado na variável global "pausa". Esta variável é usada nas linhas 20 e 26 para determinar o tempo em milisegundos entre o acender e apagar de um LED.

O video a seguir mostra a execução do programa implementado acima já instalado e rodando dentro do Arduino.

video

O próximo exemplo, que será apresentando num novo post, ilustrará uma evolução do código acima para receber um sinal analógico vindo de um LDR (Resistor Dependente de Luz) para controlar o tempo que cada LED permanece aceso.

domingo, 2 de agosto de 2009

Anotações, Áudio e Video sobre Robótica na Globalcode

No último Casual Class realizado na Globalcode no dia 24 de julho, pedi a Ana Abrantes que usasse a caneta mágica que roda Java para registrar todo o evento. Agora fiz o upload do áudio e do conteúdo anotado por ela.

Abaixo está o flash que permite reproduzir o áudio e ver algumas anotações. Não sei o aconteceu, mas a ferramenta Livescribe Desktop associou uma página a mais neste pencast. Então, para ver exatamente as anotações realizadas durente o evento, selecione a página 2 ou 3. Para isso, basta clicar no número que indica a página (no número 1) e selecionar a página 2. Para pular o áudio para um ponto específico basta clicar em qualquer parte da anotação.


Clique no play ou na seta superior para full screen


O pessoal da Globalcode preparou um video que foi disponibilizado no youtube. Este video contem algumas cenas gravadas durente o evento. Vocês poderão encontrar algumas participações do velho Spock.



Este video foi originalmente publicado no site da Globalcode.

Then, enjoy it!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Hello Arduino World: Parte 2

Na primeira parte deste simples tutorial mostrei uma unidade de uso do Arduino ao ilustrar o uso de um LED e um resistor conectados a uma porta digital. Depois um simples programa implementado na IDE Processing, compilado e instalado no Arduino fez este LED acender e apagar. Agora Vamos à segunda parte do exemplo "Hello Arduino World".

Nesta segunda parte vou evoluir o programa usado para controlar vários LEDs usando um loop baseado na instrução "for" suportada pelo microcontrolador do Arduino.

Clique para ampliarOs LEDs estão ligados da porta 2 até a porta 7, num total de 6 LEDs. Como ilustra a figura ao lado, foram usados LEDs vermelhos e verdes dispostos de maneira intercalada. Cada um ligado a um resistor de 10k e 1k ohms, respectivamente.

O código a seguir contem as instruções necessárias para configurar as portas digitais como saída e acender/apagar os LEDs ligados a estas portas em sequência.

#define QTD_LEDS 6

int porta[QTD_LEDS] = {2,3,4,5,6,7};
int pausa = 500;

void setup() {
for(int i = 0;i < QTD_LEDS; i++) {
pinMode(porta[i], OUTPUT);
}
}

void loop() {
for(int i = 0;i < QTD_LEDS; i++) {
digitalWrite(porta[i], HIGH);
delay(pausa);
digitalWrite(porta[i], LOW);
}
for(int i = QTD_LEDS - 1;i == 0; i--) {
digitalWrite(porta[i], HIGH);
delay(pausa);
digitalWrite(porta[i], LOW);
}
}

Na linha 3 do código acima é definido um array contendo em cada posição o número de cada porta ocupada por um LED. O uso da estrutura array facilita e simplifica o acesso em sequência ao número de cada porta usada para fazer a respectiva configuração na função "setup()" e o controle de cada LED em loop na função "loop()".

Na função "setup()", implementada a partir da linha 7, cada porta é configurada dentro da instrução "for" que permite a execução da linha 8 num número conhecido de vezes. A cada execução uma das portas indicadas pelo array "porta" é configurada como saída (OUTPUT) através da execução da função "pinMode()".

A função "loop()", que será executada infinitas vezes pelo microcontrolador do Arduino, usa duas vezes a instrução "for" para acender e apagar o LED conectado em cada porta. No primeiro uso, os LEDs acendem e apagam na sequência crescente e no segundo uso, os LEDs acendem e apagam na sequência decrescente.

O video a seguir mostra a execução do programa implementado acima já instalado e rodando dentro do Arduino.

video

Agora vamos fazer uma pequena evolução neste exemplo para incorporar uma chave que permite mandar um bit para o programa através de porta digital 8. Usando este bit podemos controlar a direção que os LEDs acendem/apagam ao aplicar a instrução "if" sobre as linhas de código que realizam o loop dentro da função "loop()".

O programa ilustrado a seguir configura na linha 11 a porta digital 8 do Arduino como entrada digital. Na linha 15 deste programa o valor fornecido pela chave digital é lido através da chamada à função "digitalRead()". Se o valor retornado por esta função for igual a HIGH, os LEDs acendem/apagam na ordem da porta 2 até 7. Se o valor for LOW, os LEDs acendem/apagam na ordem da porta 7 até 2.
#define QTD_LEDS 6
#define portaChave 8

int porta[QTD_LEDS] = {2,3,4,5,6,7};
int pausa = 500;

void setup() {
for(int i = 0;i < QTD_LEDS; i++) {
pinMode(porta[i],OUTPUT);
}
pinMode(portaChave,INPUT);
}

void loop() {
if (digitalRead(portaChave) == HIGH) {
for(int i = 0;i < QTD_LEDS; i++) {
digitalWrite(porta[i], HIGH);
delay(pausa);
digitalWrite(porta[i], LOW);
}
} else {
for(int i = QTD_LEDS - 1;i >= 0; i--) {
digitalWrite(porta[i], HIGH);
delay(pausa);
digitalWrite(porta[i], LOW);
}
}
}

Na figura ao lado, a chave de duas posições e três pares de pinos é ligada ao aterramento (GND), à porta 8 (pino central) e à porta de 5v (fio laranja). Assim, quando mudamos a chave para uma posição, a porta 8 é ligada ao aterramento e estaremos enviando o bit 0 (LOW). Quando mudamos a chave para a outra posição, a porta 8 passa a ser ligada à tensão de 5v (bit igual a 1 ou HIGH).

O video abaixo apresenta a execução do programa dentro do Arduino após compilar através da IDE na máquina desktop. Este video mostra os LEDs acendendo/apagando num sentido e após a mudança da posição da chave o sentido é invertido.

video

O próximo exemplo, que será apresentando num novo post, ilustrará uma evolução do código acima para receber um sinal analógico vindo de um potenciômetro para controlar o tempo que cada LED permanece aceso.